terça-feira, 20 de outubro de 2009

Relatório Grupo Mary Ellen

Pessoas, aqui está uma primeira versão do relatório que o grupo da Mary está fazendo.
Repetindo as palavras dela: "Se tiverem idéias loucas, podem mandar".


CAPÍTULO I

Dos descobrimentos


Uma dúvida paira no ar (pelo menos no que eu respiro): qual a diferença entre tecnologia e recurso? Um dia hei de sair das trevas da ignorância, mas por enquanto encontro o meu consolo em Sócrates que diz que “sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”.
Falando sério (como se o assunto anterior também não fosse sério, estou me descabelando), a primeira tecnologia foi o verbo, no caso da turma especificamente o verbo saber, aliás, não saber, querer saber, sem saber. Pois ninguém tinha a menor idéia do que faria em relação aos projetos.
- Escolhemos porque nunca fizemos. – me disseram no grupo da animação, dito ainda sob certo clima de insegurança. O pessoal estava bem animado, se me permitem a piadinha, mas entendo que o novo sempre causa empolgação, ou medo, às vezes misto dos dois, mas visto sempre como algo interessante.
O outro grupo das “animadoras” estava centrado nas práticas pedagógicas, quando perguntei sobre o que elas achavam que seria o projeto, obtive a acadêmica resposta:
- Instrumento lúdico aliado à tecnologia para a produção de conhecimento. - Eu particularmente achei essa resposta um luxo só.
No terceiro grupo de animação (este trem fez sucesso entre a mulherada), o ambiente lembrava um certo filme antigo: Perdidos no espaço. Neste grupo das “Perdidas” ainda não se sabia o que, como, quando ou por que. Mais detalhes sobre este grupo? Vejam nas cenas dos próximos capítulos.
Na turma do blog o clima era de tranqüilidade total, foi um verdadeiro encontro de “almas gêmeas”, facilidade aliada à praticidade e diversão. Existe coisa melhor? Talvez sexo, ou comida, mas isso é outro assunto. No caso do blog não cabe aquela frase de que tudo o que é bom é imoral, ilegal ou engorda, já que sua “feitura” não acarretará em prisões, muito menos em quilos a mais para as moçoilas.
Para as Mocinhas poderosas do vídeo sobre tecnologias e educação ainda reinada uma dúvida: educação infantil ou ensino fundamental? O grupo precisava decidir que caminho tomaria em sua jornada pelos caminhos da linguagem audiovisual, mas já sabiam que recursos seriam usados: slidesinhos, filminhos, fotinhas e entrevistinhas, tudo no diminutivo, bem fofinho, bem a cara do grupo.
As entrevistas foram um caso de dominação quase que totalmente masculina, salvo a respeitabilíssima senhora que acompanha os rapazes em seu labor, Bourdieu deve estar se revirando no túmulo. O clima sóbrio que os envolvia na elaboração das questões sobre a disciplina indicavam pensamentos profundos... mas, desconfio que era só fachada porque, salvo a respeitabilíssima senhora que acompanha os rapazes em seu labor (redundante mesmo), as duas peças raras de masculinidade da turma são o que são, sem comentários.
Este capitulinho (fiquei viciada no lance dos diminutivos, agora vejam vocês, que lástima) está chegando ao fim. Darei um final dramático: “Conseguirá a turma encontrar o caminho certo para a elaboração de seus projetos?” ou posso dar um final romântico: “A turma encontrará maneiras de desenvolver seus projetos conforme os anseios de seus corações aflitos?”.

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